sexta-feira, 30 de novembro de 2012

XXVIII Encontro Nacional do MIEIB em Vitória - ES

Nos dias 18 a 21 de novembro ocorreu em Vitória, ES, o XXVIII Encontro Nacional do MIEIB. Na ocasião, foi realizada eleição para Comitê Diretivo do MIEIB.

A representação da Região Sul, para o biênio 2013-2014,  ficou assim constituído:
Sônia Regina Pereira - FCEI
Maria Verônica Dariva (suplente) - FGEI

O Fórum Gaúcho de Educação Infantil esteve representado pelas integrantes do Colegiado: profª Maria Luiza Rodrigues Flores e Maria Verônica Dariva.


Na recepção, os trabalhos das crianças e jovens da Rede Municipal de Educação de Vitória.
 Plenária de discussões.




Apresentação de dança.



Prof. Maria Luiza e Rita Coelho - COEDI do MEC

 Abertura dos trabalhos: mesa de autoridades.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cerimônia de Certificação das Escolas de Educação Infantil

Fórum Gaúcho de Educação Infantil participa de seminário na Fundação Carlos Chagas

Nos dias 27 e 28 de novembro de 2012, a Fundação Carlos Chagas ofereceu o Seminário "Avaliação da Educação Infantil: Tendências e Perspectivas".





 Durante os dois dias, temas de grande importância para a Educação Infantil foram debatidos.



O Fórum Gaúcho de Educação Infantil esteve presente em mais este evento.

 
 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

AUDIÊNCIA PÚBLICA NO TRIBUNAL DE CONTAS DO RS


TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL


AUDIÊNCIA PÚBLICA


 

EDUCAÇÃO INFANTIL: AVALIAÇÃO E PERSPECTIVAS


 

 

5 DE DEZEMBRO DE 2012

 

Das 9h às 17h

 

Objetivo

O objetivo é apresentar um diagnóstico da educação infantil no RS e debater os desafios e perspectivas que se impõem.

 

Público Alvo:

O evento é aberto à sociedade: estudantes da área de educação, educadores, secretários municipais de educação, gestores municipais em geral, conselheiros de educação, integrantes de movimentos sociais, pais e responsáveis, entre outros.

 

Local: Auditório Romildo Bolzan (TCE/RS)

Endereço: Rua Sete de Setembro, nº 388, Centro

 

Inscrições pelo e-mail: escola@tce.rs.gov.br até as 12h do dia 3 de dezembro

 

 
 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Avaliação do VII Encontro Regional Sul do MIEIB

Nos dias 10 e 11 de setembro, tivemos nosso VII Encontro Regional Sul do MIEIB e VIII Encontro Estadual do FGEI.

O evento reuniu 177 pessoas, entre professores das redes pública e privada de ensino, Prefeituras, Secretarias de Educação, Fóruns Municipais de Educação Infantil e estudantes.

Contamos com a participação de diferentes Municípios e Entidades do Rio Grande do Sul, Santa Catariana e Paraná. Ao todo, 41 municípios estiveram representados.

O resultado da Avaliação do Evento, feito pelos participantes, foi o seguinte:







 
 



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Grande Expediente pela Educação Infantil

Fórum Gaúcho de Educação Infantil marca presença no Grande Expediente pela Educação Infantil, na Assembléia Legislativa do RS


A deputada Ana Affonso (PT) ocupou o Grande Expediente da sessão da quarta-feira, dia 10/10/2012,  para marcar o Dia Estadual de Luta pela Educação Infantil no RS. A data, 12 de outubro, foi instituída por meio de lei, proposta pela parlamentar petista. “A educação infantil é a primeira etapa da educação básica, fundamental para o desenvolvimento cognitivo, social e humano das nossas crianças. Etapa determinante no processo de formação do cidadão e cidadã do futuro”, explica a deputada.

Segundo a parlamentar, o Brasil possui um atraso histórico em agregar novas políticas nesta área, em função das dificuldades orçamentárias e de financiamento, que vão desde a construção de escolas, até a manutenção e qualificação dos quadros de recursos humanos. Até 2007, o financiamento da educação infantil ficava por conta, exclusivamente, dos municípios. Com a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) ampliou-se o aporte de recursos, agregando os governos estadual e federal.


Atualmente, no Brasil, 23% das crianças de zero a cinco anos são atendidas pelos programas públicos de educação infantil. Ana ressaltou que outro importante programa do governo federal é o Brasil Carinhoso que, até 2014, deverá investir R$ 10 bilhões, retirando da extrema pobreza crianças até cinco anos. “O programa irá ampliar a oferta de vagas em creches e oferecerá programas de saúde para as crianças e suas famílias. Cabe aos gestores municipais buscar esses recursos, aderindo a esses programas”, alerta a parlamentar.

Ana lembrou que sua luta pela Educação Infantil começou em 2010, quando presidiu a Subcomissão de Educação Infantil na Assembleia. Durante 120 dias, foram percorridas oito regiões do Estado. De acordo com o que foi apurado, o Rio Grande do Sul atende apenas 22% das crianças na faixa etária da educação infantil. “Nossa realidade é preocupante e desafiadora, uma vez que, segundo o Tribunal de Contas do Estado, dos 496 municípios gaúchos, 132 ainda não possuem nenhum estabelecimento de Educação Infantil - quase um terço do total.” Concluídos os trabalhos da Subcomissão, foi criada a Frente Mista pela Educação Infantil, que envolveu o Parlamento e sociedade.

Valorizar a infância e a autonomia das mulheres

Esse ano, a Frente apresentou para os candidatos aos Executivos municipais uma carta compromisso pela educação infantil, que buscava garantir, com os próximos gestores, a missão de ampliar as metas de atendimento qualificado. “Se quisermos viver em cidades mais humanas, precisamos valorizar a infância.”

Para a deputada, a data reforça a construção da autonomia das mulheres. “Quando se ampliam os espaços de atendimento qualificado para os nossos filhos, avançamos as condições de nos inserirmos no mundo do trabalho, da política e da realização pessoal.”
A parlamentar acredita que o primeiro passo para mudar a realidade no Estado é garantir o comprometimento dos gestores públicos com a universalização do atendimento de crianças de quatro e cinco anos de idade até 2016. Ana também declarou que está comprometida com a luta pela destinação de 10% do PIB brasileiro para a Educação.

O Grande Expediente contou com a apresentação dos alunos das escolas de educação infantil Abelhinha Sapeca e Amor Perfeito, de São Leopoldo.


Apartes
Manifestaram-se, em apartes, os deputados Marisa Formolo (PT), Miki Breier (PSB), Gilmar Sossela (PDT), Jurandir Maciel (PTB) e Maria Helena Sartori (PMDB).

Presenças
Também prestigiaram o Grande Expediente, a secretária estadual de Educação em exercício, Maria Eulália do Nascimento; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Infância, Juventude, Educação, Família e Sucessões, procuradora de justiça Maria Regina Fay de Azambuja; o defensor público-geral do Estado, Nilton Leonel Arnecke Maria; o representante do Tribunal de Contas do Estado, auditor público externo Hilário Royer; a representante da Famurs, professora Márcia Helena Pilon Mainardi; e a representante do Fórum Gaúcho de Educação Infantil, professora Maria Luiza Rodrigues Flores.

Fonte: www.al.rs.gov.br

sábado, 15 de setembro de 2012

PLENÁRIA 17.09 POLÍTICAS PARA A INFÂNCIA: ARTICULAÇÕES ENTRE EDUCAÇÃO, SAÚDE E ASSISTÊNCIA


PROGRAMAÇÃO DO CICLO 2012

LOCAL: Sala 101 da FACED/UFRGS – Porto Alegre/RS

HORÁRIO: 8h30 – 12h30 min

17 de setembro-Políticas para a infância: articulações entre Educação, Saúde e AssistênciaLançamento do Plano Nacional para a Primeira Infância e do Guia Municipal para sua elaboração.

Drª Sandra Fagundes e  Liege Serpa do programa PIM
Adriana Miranda, Secretaria Estadual de Educação 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Reunião do CD do MIEIB com Secretário de Educação Básica do MEC

No último dia 15 de agosto de 2012, reuniram-se em Brasília – DF com o Secretário de Educação Básica do MEC, Sr. Antonio Cesar Russi Callegari e com a Coordenadora Geral de Educação Infantil, Professora Rita de Cássia de Freitas Coelho, as Professoras Maria Luiza Rodrigues Flores, Maria Luzinete Moreira, Mariete Félix Rosa , Marlene Oliveira dos Santos e Rosilene Pacheco Quaresma, membros do Comitê Diretivo do MIEB , juntamente com Antonio Edson Pereira, Secretário Executivo o MIEIB, que na oportunidade discutiram assuntos importantes e apresentaram documentos que defendem a garantia do direito das crianças de até seis anos de idade à Educação Infantil, tais como a Carta de Salvador, o Posicionamento do MIEIB sobre a Estratégia 1.17 da Meta 1 do 2º Projeto Substitutivo ao Plano Nacional de Educação – PL 8.035/10, o Manifesto do MIEIB em Defesa da Educação Infantil entre outros.





quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Plenária do FGEI, dia 20 de agosto de 2012.

No próximo dia 20 de agosto, o Ciclo de Estudos do Fórum Gaúcho de Educação Infantil promoverá um debate sobre Políticas de Educação Infantil com os candidatos à Prefeitura de Porto Alegre.

Já temos a confirmação da presença de seis dos sete candidatos.

Colabore com o debate, postando no espaço "Comentários" a sua sugestão de pergunta. Se selecionada, a sua pergunta poderá ser respondida por qualquer candidato, ou seja, não direcione seu questionamento a um candidato específico.

Contamos com sua presença e participação na construção deste importante debate.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Inscrições para o VII Encontro Regional Sul do MIEIB e VIII Encontro Estadual do FGEI - 10 e 11 de setembro de 2012


Clique no link abaixo, faça download da ficha de inscrição, salve em seu computador, preencha e envie para o e-mail: encontroestadualfgei2012@gmail.com




VII ENCONTRO REGIONAL SUL DO MIEIB e VIII ENCONTRO ESTADUAL DO FGEI



  
O Fórum Gaúcho de Educação Infantil tem o prazer de convidar para o VII Encontro Regional Sul do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil - MIEIB e VIII Encontro Estadual do Fórum Gaúcho de Educação Infantil – FGEI, que ocorrerá, nos dias 10 e 11 de setembro de 2012, manhã e tarde, no Auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, situado à Av. João Pessoa, nº 80, em Porto Alegre.

O Evento congregará professores, gestores, conselheiros, militantes, estudantes e profissionais da área da educação e terá como tema central “Políticas e práticas de Educação Infantil no contexto dos Planos de Educação”.

O Encontro visa proporcionar uma ampla discussão sobre a educação infantil no contexto nacional e, especialmente, no âmbito dos estados da Região Sul do País. Acreditamos que este será um momento importante de discussão sobre as políticas de Educação Infantil e desde já agradecemos sua atenção a este convite, e apoio a esta divulgação.

Atenciosamente,

Coordenação Colegiada 
Fórum Gaúcho de Educação Infantil



Ficha de inscrição no blog do FGEI: www.forumgauchoeducacaoinfantil.blogspot.com
Informações pelo e-mail: encontroestadualfgei2012@gmail.com

Porto Alegre, 08 de agosto de 2012.



terça-feira, 31 de julho de 2012

2º Encontro do Fórum de Educação Infantil das Missões


Estão abertas as inscrições para o 2º Encontro do Fórum de Educação Infantil das Missões, em Santo Ângelo.

Maiores informações, inscrições e a programação você encontra no site http://santoangelo.uri.br/smed/


segunda-feira, 30 de julho de 2012

FÓRUM EDUCAÇÃO INFANTIL DE ELDORADO SUL - FEIES





FÓRUM EDUCAÇÃO INFANTIL DE ELDORADO SUL - FEIES

PROGRAMAÇÃO


DATA - 26 de setembro de 2012

HORÁRIO – 18.30 as 21hs

LOCAL – Câmara de Vereadores de Eldorado do Sul / Avenida Emancipação, n° 480.


Encontro com os candidatos a Prefeitos do Município de Eldorado do Sul com o Fórum de Educação Infantil de Eldorado do Sul - FEIES



Convidamos a COMUNIDADE de Eldorado do Sul que está comprometida com uma Educação Infantil Qualidade!

As reuniões do Fórum de Educação Infantil de Eldorado do Sul – FEIES estão abertas para toda comunidade interessada em uma Educação Infantil de Qualidade.



CARTA DE PRINCÍPIOS




O FORUM DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE ELDORADO DO SUL – FEIES é ligado ao movimento Interfóruns de Educação Infantil - MIEIB e o Fórum Gaúcho de Educação Infantil - FGEI. É interinstitucional e suprapartidário, interessado em fortalecer e propor caminhos para A Educação Infantil de qualidade no município. 



 

O Fórum de Educação Infantil de Eldorado do Sul – FEIES tem como princípio defender:



-Direito a infância e acesso a vagas na Educação Infantil;



-A implantação de políticas públicas que visem a melhoria da qualidade do atendimento educacional  das crianças de 0 a 5.11 meses em Eldorado do Sul ;



-Formação inicial e continuidade de todos os segmentos que atuam na Educação Infantil de Eldorado do Sul;



-Integração das  instituições de Educação Infantil, particulares e públicas, ao Sistema de Ensino;



-Ênfase no binômio cuidar/educar;



-Garantir a socialização, discussão, mobilização e informações de conhecimentos pertinentes à área de Educação Infantil em nível municipal, estadual e nacional;



-A participação da família e da comunidade na discussão dos projetos voltados para Educação Infantil;




OBJETIVO


O objetivo do Fórum  é  garantir um espaço de discussão, mobilização, articulação, socialização de informações políticas, pedagógicas, administrativas e financeiras;  por uma educação de qualidade, junto aos parceiros e/ou representantes do setor municipal na Educação Infantil em Eldorado do Sul.




ESTRATÉGIAS


-Fortalecer o Fórum de Educação Infantil de Eldorado do Sul, como espaço de articulação por uma educação de qualidade;

-Desenvolver ações que possibilitem formação continuada a “todos os segmentos” da Educação Infantil;

-Propor e  acompanhar políticas públicas em âmbito municipal, estadual e nacional;

-Mobilizar parceiros, visando à conjunção de esforços nas áreas de saúde, assistência social e educação numa política social  para infância;

-Efetivação do Projeto Político Pedagógico.




CONTATO

Site do MIEIB: http://www.mieib.org.br

Coordenadoras:
E-mail:

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Moção de repúdio do Fórum Gaúcho de Educação Infantil







                        
Moção de repúdio do Fórum Gaúcho de Educação Infantil


Assunto: Realização de Convênios entre municípios e instituições privadas sem fins lucrativos para administração de novas unidades de Educação Infantil obtidas via Programa Proinfância do Governo Federal.


O Fórum Gaúcho de Educação Infantil - FGEI, criado em 1999, congrega diferentes instituições públicas e representantes da sociedade civil na defesa do direito à Educação Infantil para as crianças de 0 até 6 anos, em conformidade com os objetivos do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil – MIEIB, que congrega os fóruns estaduais de educação infantil de todo o Brasil. O FGEI é uma organização autônoma, de caráter interinstitucional e suprapartidário, comprometida com o atendimento de qualidade a todas as crianças, sem qualquer forma de discriminação, bem como em fortalecer esse campo de conhecimentos e de atuação profissional no Brasil.

Em consonância com sua Carta de Princípios, o FGEI, a partir de deliberação plenária em 16/07/12, vem a público manifestar seu repúdio a iniciativas, de qualquer município contemplado com unidade do Proinfância, no sentido de implementação de uma política de conveniamento com entidade privada de caráter filantrópico, beneficente ou comunitário, com vistas à administração das novas unidades. Uma vez que este Programa caracteriza-se como uma política pública de colaboração entre a União e os municípios, financiada com recursos públicos, visando à ampliação do acesso à educação infantil, defendemos que a administração e manutenção destas unidades devem ser competências do poder público, de forma a garantir nesta expansão o princípio constitucional brasileiro da educação pública, gratuita, laica e de qualidade para todos.


Fórum Gaúcho de Educação Infantil

Porto Alegre, 16 de Julho de 2012.

Plenária do dia 16/07 do Fórum Gaúcho de Educação Infantil


No último dia 16 de julho, o Ciclo de Estudos “Políticas de Educação Infantil: cenários, atores e ações”, abordou o tema "A Educação Infantil do/no campo no RS e no Brasil". A palestrante, profª. Drª. Simone Santos de Albuquerque, apresentou os objetivos da pesquisa "Caracterização das práticas educativas com crianças de 0 a 6 anos moradoras nos territórios rurais brasileiros", coordenada pela profª. Drª. Maria Carmem Silveira Barbosa.  Relatou as etapas já realizadas, incluindo a coleta de dados, que envolveu a visita em escolas infantis do campo em diversos estados do Brasil, incluindo o Rio Grande do Sul.

A palestrante indicou dois textos sobre o tema, cujos links seguem abaixo:

Crianças na Natureza, de Léa Tiriba
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=6679&Itemid=

Orientações curriculares para a educação infantil do campo, de Ana Paula Soares da Silva e Jaqueline Pasuch
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=6675&Itemid=


A plenária do FGEI teve duas deliberações importantes em relação à sua incidência política no Rio Grande do Sul:

1. Envio de ofício ao TCE/RS, solicitando audiência pública para a discussão de Políticas de Educação Infantil no Rio Grande do Sul. Informamos que o TCE/RS, na figura de seu Presidente Dr. Cezar Miola, respondeu prontamente ao nosso ofício, informando: " A matéria em causa constitui objeto da atuação fiscalizadora e orientadora deste Tribunal.
No tocante à demanda específica, a mesma já é objeto de estudo no âmbito da Casa. Assim, comunico que a direção da nossa Escola Superior de Gestão e Controle manterá contato, a fim de se avaliar possíveis encaminhamentos a respeito."

2. Moção de repúdio do Fórum Gaúcho de Educação Infantil, referente à Realização de Convênios entre municípios e instituições privadas sem fins lucrativos para administração de novas unidades obtidas via Programa Proinfância do Governo Federal.


domingo, 8 de julho de 2012

SÓ 30% DAS CRECHES COM VERBA FEDERAL SAÍRAM DO PAPEL


04/07/2012

GAZETA DO POVO: Somente 30% das 2.543 creches com contratos assinados entre os municípios e o governo federal nos anos de 2007 a 2010 estão concluídas. E pior: nem todas entraram em funcionamento. Segundo o Ministério da Educação (MEC), do total previsto, estão prontas 778 unidades no país, mas apenas 343 já matricularam alunos. Os termos de compromisso foram firmados no governo Lula, dentro do Proinfância (Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil). A parceria prevê apoio financeiro e técnico às prefeituras – que, pela lei, são as responsáveis pela educação infantil.
No Paraná foi acertada a construção de 230 centros de educação infantil, dos quais 59 (25%) estão prontos. O MEC informa que 23 unidades ainda não entraram em funcionamento, mas, em contato com os municípios, a reportagem confirmou um número menor: três efetivamente estão prontas, mas ainda não iniciaram atendimento; três estão em obras; e duas começaram a funcionar neste mês. Enquanto as creches não abrem, quem precisa tem de improvisar para trabalhar e garantir os cuidados aos filhos.

O governo Dilma Rousseff também tem assinado parcerias com os municípios para a construção de creches. Ao todo, a previsão é entregar 6 mil novos centros de educação infantil até 2014 – um plano difícil de ser concretizado, considerando a morosidade das obras e que nenhuma unidade está pronta. Por enquanto, a presidente Dilma assinou termos de compromisso para a construção de 3.019 centros. A expectativa é que as parcerias para as demais só sejam firmadas após as eleições.
Demora
Em média, a construção de uma creche com recursos federais demora dois anos e meio, incluindo o processo de licitação. O prazo é superior ao gasto, por exemplo, pela prefeitura de Curitiba para executar o mesmo tipo de obra – um ano e meio. O MEC criou um grupo que discute medidas para acelerar as obras. Uma das propostas em análise pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o uso de um modelo padronizado para construção de escolas e creches, por meio de blocos pré-moldados.
Cleuza Repulho, secretária de Educação de São Bernardo (SP) e presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), admite a existência de problemas na gestão dos recursos repassados às prefeituras, mas ressalta que há atrasos que também são responsabilidade do MEC. “As obras atrasam por problemas na licitação, que muitas vezes são questionadas pelos perdedores; por questões relacionadas à liberação dos terrenos onde serão feitas as construções; pela dificuldade para conseguir a complementação de recursos, já que em algumas regiões, onde o metro quadrado é mais caro, o dinheiro repassado pelo MEC não é suficiente; e também por desvios de recursos. Mas há casos em que a demora do MEC em repassar os recursos também causa atrasos nas obras”, explica.
Como consequência de todos esses problemas, quando o dinheiro repassado é efetivamente empenhado nas obras, muitas vezes é insuficiente, pois sofreu depreciação durante o período.
Controle é feito pelos próprios municípios
Sobre possíveis erros na listagem de creches prontas e em funcionamento, o MEC, em nota enviada à Gazeta do Povo, informa que o monitoramento das obras é feito pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec) – um portal de gestão por meio do qual o Ministério da Educação, articulado com as secretarias de Educação, planeja e operacionaliza suas ações. Cabe aos municípios entrar no Simec e atualizar o andamento da obra, anexando fotos e documentos que comprovem a evolução dos trabalhos.
Para todas as ações, inclusive a construção de creches, as transferências financeiras são feitas em parcelas. A primeira é liberada após aceitação do termo de compromisso. As demais são condicionadas a comprovações, mediante vistoria incluída no Simec, de que a execução da obra evolui conforme o previsto nos cronogramas físico-financeiros. A liberação da última parcela geralmente é feita quando a construção atinge 70% da execução e, a partir deste momento, o MEC já considera a obra concluída.
Fonte: Andréa Morais - Gazeta do Povo

sábado, 16 de junho de 2012

















PROGRAMAÇÃO DO CICLO 2012
LOCAL: Sala 101 da FACED/UFRGS – Porto Alegre/RS
HORÁRIO: 8h30 – 12h30 min
DIA 18 DE JUNHO 

O PAPEL DOS CONSELHOS DE EDUCAÇÃO NA GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO INFANTIL DE QUALIDADE.

"GAMEFICAÇÃO" DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM,


O Programa de Extensão Universitária "Quem quer brincar?" realiza a palestra: "Gameficação" do Processo de Ensino-Aprendizagem, com o professor João Ricardo Bittencourt, da Unisinos. Nesta segunda-feira, 18 de junho, às 20h30 na sala 404 da Faculdade de Educação da UFRGS. A atividade é gratuita e  aberta à comunidade universitária.  Mais informações:quemquerbrincar@ufrgs.br; fone (51) 3308-3432
SOBRE A PALESTRA: Quais as relações do brincar com os jogos digitais? Como que os jogos podem ser vistos como ferramentas de auxílio ao processo de ensino aprendizagem? Atualmente falamos de tornar o mundo real um jogo, a chamada gamefication da realidade. Como podemos gamificar a educação? Que papel os jogos digitais tem na aprendizagem e na ensinagem considerando aprendizes pós-industriais, os chamados nativos digitais?
SOBRE O PALESTRANTE:João Ricardo Bittencourt. Bacharel em Análise de Sistemas pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) desde 2002 e concluiu o mestrado em Ciência da Computação pela Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) em 2004. Atualmente é professor assistente da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, coordenador executivo da graduação tecnológica de Jogos Digitais (Unisinos) e sócio da empresa de desenvolvimento de jogos e entretenimento digital Ludens Artis. Sua dissertação de mestrado foi escolhida como a melhor do Brasil na área de Informática na Educação em 2004 durante o XV Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE). Também coordena o Núcleo de Convergência Digital e o Laboratório de Tecnologias Aplicadas em Jogos Digitais (SonyLab) na UNISINOS, além de coordenar o chapter São Leopoldo/Rio Grande do Sul da International Game Developer Association (IGDA). Suas áreas de pesquisa são Jogos Digitais, Informática na Educação, Aprendizado de Máquinas e Artemídia.

ENCONTRO DA REGIÃO NORTE


quinta-feira, 17 de maio de 2012

ATORES SOCIAIS NA GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO: ESFERA PÚBLICA E MOVIMENTOS SOCIAIS











 





PROGRAMAÇÃO DO CICLO 2012
LOCAL: Sala 101 da FACED/UFRGS – Porto Alegre/RS
HORÁRIO: 8h30 – 12h30 min
21 de maio-Atores sociais na garantia do direito à educação: esfera pública e movimentos sociais.
CEDICA - Marcia Herbertz - Presidente
ACONTURS - Rodrigo Reis - Presidente
MP - Dra. Sinara Butelli
SPPM - Marcia Santana - Secretária Estadual

O FATOR SOCIAL

Sociólogo francês Bernard Lahire defende que só há uma maneira de fugir do fracasso escolar: instituir políticas que modifiquem o ambiente das crianças com estruturas familiares frágeis

Lúcia Müzell, de Paris
Discípulo de Pierre Bourdieu, o sociólogo francês Bernard Lahire se dedicou, ao longo de sua trajetória, à análise das causas do sucesso ou do fracasso escolar, sobretudo nas classes populares. A pesquisa sobre o tema originou o livro Sucesso Escolar nos meios populares (Ática, 2004), uma de suas obras traduzidas no Brasil. Para ele, a chave de uma boa educação está no meio social que cerca a criança - um ambiente que extrapola a própria família. Em entrevista a seguir, Lahire defende dois caminhos para que alunos provenientes de classes populares fujam do fracasso escolar: encontrar ajuda eficaz da escola ou buscar apoio extrafamiliar, com vizinhos e amigos, por exemplo. O sociólogo é categórico: não há ponto de salvação para uma criança além de seu ambiente social. "Quem pensa que o aluno pode encontrar 'em si mesmo' as forças para sair do fracasso escolar, contra ventos e marés, está redondamente enganado", afirma. Professor da Escola Normal Superior de Lyon, Lahire acredita que essa "solidão" à qual o aluno está submetido só será extinta com a instituição de políticas que modifiquem o ambiente das crianças com estruturas familiares mais frágeis.

O ambiente familiar pode explicar o fato de uma criança ter sucesso escolar e a outra não, quando ambas vêm de um mesmo bairro de classe média baixa, têm a mesma condição econômica e social de vida, frequentam a mesma escola e têm os mesmos amigos?
As causas do fracasso ou o sucesso escolar são eminentemente sociais e a família está no centro dos problemas. Mas o caráter social destes problemas faz com que eles não se reduzam às características do meio familiar. Sabe-se  que um aluno que vem de uma família na qual o capital cultural se destaca tem mais chances de ter um bom percurso escolar. Mas se entramos nos detalhes de experiências individuais, veremos que as crianças com bom desempenho são as que conseguiram encontrar apoios (escolares ou extraescolares) para dar um sentido à escola. Esse apoio é forte e evidente quando os pais têm capitais culturais consolidados e disponibilidade para passá-los aos seus filhos. Entretanto, pode acontecer de a criança conhecer outras pessoas em que essas características se fazem presentes - são as chamadas experiências extrafamiliares.  Isso explica o fato de que pais com forte capital cultural podem ter filhos com dificuldades escolares quando as condições não estão reunidas para transmitirem os capitais que portam, ao mesmo tempo que pais com fraco nível cultural podem ter filhos estudiosos.

O meio social extrafamiliar pode, então, mudar a trajetória de uma criança que cresce em uma família de baixo capital cultural?
Foi exatamente isso que pude observar em um trabalho sobre os sucessos escolares improváveis nas classes populares. Primeiro, a família não se resume jamais aos pais e aos filhos: às vezes há avós, tios e tias, primos e primas, irmãos e irmãs, que têm papéis importantes na escolarização das crianças. Por outro lado, a socialização infantil não se resume à socialização intrafamiliar: há amigos, babás, vizinhos, etc. Os depoimentos das pessoas que vêm de meios populares e que tiveram sucesso na escola mostram o papel de certos professores que atuam no papel de pigmaleão [quando uma influência positiva ajuda a mudar uma trajetória que evoluía de uma forma negativa]. Um exemplo famoso é o do escritor francês Albert Camus, que conta como o seu instrutor incentivou a sua família a inscrevê-lo em um liceu (escola de ensino médio na França) para que ele pudesse continuar os seus estudos.
O senhor diz que crianças provenientes de classes socioeconômicas mais baixas padecem do que chama de "solidão". Por quê?
A criança com grandes dificuldades escolares vive uma espécie de dupla solidão. Por um lado, sente-se sozinha para enfrentar a escola, já que não conta com a ajuda "interiorizada" dos seus pais − que não puderam lhe apresentar as disposições e as competências necessárias para compreender a escola. Por outro, sente-se sozinha quando, uma vez de volta em casa, percebe que as atividades escolares que a forçaram a fazer ao longo do dia, não são compreendidas nem pelos seus pais, nem irmãos. Quando ela se encontra neste xadrez entre a escola e a família, somente as intervenções exteriores podem tirá-la das suas contradições. Sob este ponto de vista, podemos dizer que, realmente, algumas têm mais sorte do que outras, porque terão um apoio extrafamiliar que não é comum, ou um apoio escolar particularmente eficaz.

E quando não há condições sociais e pessoas ao redor da criança que favoreçam sua aprendizagem?
Vou dizer uma coisa desesperadora: não existe ponto de salvação para uma criança além de seu ambiente social. É do meio social que vêm os obstáculos ou os recursos. Quem pensa que o aluno pode encontrar "em si mesmo" as forças para sair do fracasso escolar, contra ventos e marés, está redondamente enganado. As forças que ele pode ter, ainda que fracas, são os recursos externos interiorizados. Ou seja: são provenientes de influências externas que ele interiorizou, como a influência de um colega que gosta de estudar, por exemplo. Isso significa que a responsabilidade política é arrasadora em termos de fracasso escolar. O poder público é culpado por não fazer de tudo para modificar o ambiente das crianças que vêm de estruturas familiares frágeis.
Os professores devem fazer algum tipo de interferência nesse sentido?
Eles não são obrigados. Os docentes não são psicólogos nem assistentes sociais. Mas eles o fazem com frequência porque não ficam insensíveis aos problemas que seus alunos têm. Infelizmente, os docentes estão seguidamente muito sozinhos para lidar com todas as dificuldades que aparecem em uma sala de aula. Até em um país como a França, as diversas assistências se reduziram consideravelmente. Os estabelecimentos escolares têm uma falta cruel de ajuda pedagógica, psicológica, médica, entre outras, que seriam capazes de dar um apoio muito mais adequado aos alunos do que o que o professor pode dar.
Quais devem ser os moldes da relação ideal entre a família e a escola?
A sociologia não é normativa e não tem a função de dizer o que a família ou a escola devem fazer. Sabemos que os pais mais engajados nas associações de pais de alunos e que vêm às reuniões de classe de seus filhos vêm muito mais das classes média e alta do que das demais. Mas isso não quer dizer que os pais de classes baixas não se interessam pela escolaridade de seus filhos. Às vezes, eles têm medo de frequentar a escola. Ou podem simplesmente estar trabalhando nas horas em que a maior parte das pessoas já acabaram o expediente. O que podemos dizer é que muitas injustiças são cometidas em relação aos pais de alunos em dificuldades. Pressupõe-se muito rapidamente a "demissão" deles. A escola os deixa de lado de maneira rápida. O sociólogo existe para lembrar que certos pais são tomados por dificuldades sociais que os desviam das questões escolares dos seus filhos. Se quisermos que os pais participem mais da educação escolar, é preciso que a sociedade lhes dê os meios: empregos estáveis, salários suficientes, tempo e horários disponíveis com a escolarização dos seus filhos, etc.
Os seus livros mais recentes tratam da cultura. Um estudo publicado em março mostrou que 75% dos brasileiros nunca colocaram os pés em uma biblioteca. Que efeitos uma constatação como esta pode ter na formação de uma pessoa?
Não tenho o número equivalente na França, mas a porcentagem dos inscritos nas bibliotecas francesas, para uma população de 15 anos ou mais, é de apenas 20% nos dias atuais. Portanto, felizmente a cultura impressa circula fora das bibliotecas. Seria necessário completar essa informação que você me deu com uma série de outras informações sobre o acesso fora das bibliotecas, ou a outras formas de cultura, de informação e de saber escrito. Podemos perfeitamente ter uma ótima escolarização e nos desenvolver socialmente sem frequentar bibliotecas. Em primeiro lugar, essa marginalidade das bibliotecas é relativa. Se 25% dos brasileiros já tiveram acesso à cultura impressa graças a essas instituições que não têm nenhum caráter obrigatório, para mim, este dado é um sucesso. Em segundo lugar, a marginalidade deveria levar os formuladores de políticas públicas ao seguinte questionamento: não seria o caso de multiplicar as formas de acesso ao livro e à cultura impressa? As bibliotecas não têm, às vezes, um caráter um pouco aterrorizador e dissuasivo, enquanto templos da cultura livresca? Uma política de democratização cultural deve se pautar sempre por essas perguntas e tentar buscar vias das mais diversificadas para atrair os diferentes tipos de público, seja ele jovem ou não.
Revista Educação
Edição 181